Resumen:
Comenta sobre o ocaso do marechal Badoglio, após a tomada de Roma, simbolizando o triste fim de sua carreira política, marcada por sua associação ao regime fascista, embora não tenha sido um verdadeiro adepto das ideias de Mussolini. Badoglio aceitou colaborar com o governo fascista e utilizou seu prestígio para legitimá-lo, contribuindo para a degradação da Itália por um quarto de século. Apesar de sua cumplicidade, sua ignávia não se compara à culpa dos verdadeiros fascistas. Contudo, Badoglio tentou redimir-se ao romper a aliança com o nazismo e expulsar o fascismo de várias regiões, prestando um grande serviço à Itália e à civilização. Ele pode ser perdoado por suas falhas, mas isso não lhe confere o direito à confiança dos cidadãos, que deve ser reservada a aqueles que lutaram contra a tirania. A moral política, frequentemente mal compreendida, é exemplificada pelos italianos, que demonstram um compromisso com a justiça e a liberdade, contrastando com a postura autoritária de líderes como o general De Gaulle, que reprime adversários sem compaixão.