Resumen:
Critica aqueles que, em vez de se manifestarem contra a ditadura de Getúlio Vargas, optaram por se calar e dissimular durante um período em que o país buscava retomar seu destino democrático. Aponta a hipocrisia de indivíduos e partidos que, após a dissolução dos partidos políticos, alegaram que apenas os órgãos partidários tinham o direito de se pronunciar, mesmo após sete anos de repressão. Ao mesmo tempo, esses mesmos grupos se uniram para apoiar a candidatura de um ministro alinhado ao governo, enquanto desprezavam a candidatura de Eduardo Gomes, que representava uma verdadeira luta pela liberdade e democracia. Destaca que a crítica à falta de um programa por parte de Gomes é infundada, pois o principal objetivo deveria ser a restauração da democracia. Questiona a legitimidade dos partidos que, em 1930 e 1932, lutaram contra a ditadura, mas agora continuam a apoiar o regime. Sugere que os críticos buscam justificar sua postura, recorrendo a argumentos insidiosos e insinuando que as oposições têm uma agenda revolucionária. A conclusão é clara: as dificuldades enfrentadas pela democracia e a luta pela liberdade são distorcidas por aqueles que preferem manter o status quo, em detrimento do bem-estar nacional.