Resumen:
Apresenta uma reflexão crítica sobre a hipótese de Getúlio Vargas realmente estar disposto a deixar o poder após quinze anos de ditadura. Questiona a sinceridade das intenções democráticas de Vargas ao abordar a questão dos trusts e monopólios, que supostamente teriam crescido e exigido medidas governamentais drásticas. Argumenta que, se Vargas fosse um governante verdadeiramente comprometido com a democracia e a constitucionalização do país, ele deveria consultar os órgãos competentes e permitir a elaboração de uma lei significativa com a participação das classes interessadas. No entanto, em vez disso, Vargas agiu de forma opressora, decretando uma nova lei sem a publicação prévia do projeto ou a consulta a representantes da sociedade. Conclui que, dada essa ação, a suposição inicial de que Vargas poderia estar disposto a deixar o governo é, na verdade, uma ilusão perigosa. A postura de Vargas demonstra que ele não tem a intenção de se afastar do poder, mas, ao contrário, está determinado a usar todos os recursos disponíveis para se manter no controle. Alerta para a necessidade de vigilância e resistência da sociedade diante das manipulações do regime, evidenciando a fragilidade da democracia sob a tirania.