Abstract:
Critica a visão de que o parlamentarismo seria um regime "anacrônico" e exclusivo de países de alta cultura política, como afirmado por um articulista. Argumenta que o parlamentarismo opera com sucesso em diferentes contextos culturais, raciais e geográficos, sendo um regime universal. Contesta a suposição de que o presidencialismo seria mais adequado para povos de baixa cultura política, como os da América Latina. Pelo contrário, ele afirma que o presidencialismo perpetua e agrava o caudilhismo, uma tendência histórica na região. Esse regime, em vez de corrigir os vícios de formação política, os intensifica, fomentando o mandonismo e resultando em frequentes revoluções, motins e golpes de estado. No Brasil, Pilla destaca as falhas evidentes do presidencialismo ao longo de seus 60 anos de vigência. Para ele, seus defensores não conseguem apresentar resultados satisfatórios e apenas argumentam que o sistema não foi aplicado adequadamente. Questiona se o presidencialismo pode realmente ser considerado funcional, enquanto o parlamentarismo, mesmo que tido como "delicado", oferece melhores possibilidades de progresso em diferentes realidades.