Resumen:
Reflete sobre a crítica de que adotar o parlamentarismo seria um retrocesso, concordando que, sob certos aspectos, equivaleria a "recuar". Argumenta que voltar atrás pode ser necessário, dependendo da direção. Retrocesso, segundo ele, não é simplesmente retornar ao passado, mas insistir em um caminho errado. Ele destaca que, ao se afastar do presidencialismo atual, que acumula falhas ao longo de sessenta anos, o Brasil poderia recuperar valores e práticas perdidas, aproximando-se de um regime mais funcional. Compara esse recuo ao retorno ao regime democrático após o golpe de 1937, considerando-o um avanço. Para ele, persistir no erro do presidencialismo não apenas mantém os problemas existentes, como agrava as dificuldades do sistema político nacional. Conclui que corrigir o curso equivocado ao adotar o parlamentarismo não é regredir, mas avançar em relação ao presente, buscando um modelo mais adequado às necessidades do país. Assim, o que aparenta ser um "recuo" representa, na verdade, um movimento em direção ao progresso político e institucional.