Abstract:
Critica a tentativa dos defensores do presidencialismo de resgatar opiniões antigas para justificar o sistema vigente, ignorando os resultados práticos e históricos. Argumenta que muitas dessas opiniões, emitidas há décadas, pertencem a um período de expectativa em que ainda se acreditava que o presidencialismo poderia dar frutos positivos. No entanto, a experiência de sessenta anos demonstrou suas falhas, como a incapacidade de resolver problemas políticos estruturais. Destaca casos emblemáticos de líderes que abandonaram o presidencialismo. Rui Barbosa, que inicialmente aceitou o sistema como consequência da Revolução Republicana, tornou-se um crítico contundente ao longo do tempo. Artur Bernardes, após ocupar posições importantes dentro do presidencialismo, declarou ser necessário experimentar o parlamentarismo. Borges de Medeiros, defensor do poder presidencialista sob a Constituição de 1891, também mudou de posição, manifestando apoio ao parlamentarismo em sua obra "O Poder Moderador". Conclui que evocar opiniões do passado sem considerar a realidade atual desrespeita a memória desses líderes e o aprendizado que o tempo e a prática proporcionaram.