Resumen:
Discute a decisão da ONU de restabelecer as relações diplomáticas com a Espanha sob o regime de Franco. Critica essa ação, destacando que a ONU, ao tomar essa decisão, não está agindo com base em princípios morais ou direitos humanos, pois o regime franquista é caracterizado pela violação da democracia e dos direitos fundamentais. Para ele, a decisão de reintegrar a Espanha ao cenário internacional é comparável a aceitar um criminoso impenitente, pois o regime espanhol é comparado a outras ditaduras, como o regime soviético, que, apesar de seus problemas, foi reconhecido como um "mal necessário" após a Segunda Guerra Mundial. Argumenta que a ONU, ao permitir a presença do regime franquista, demonstra falta de critério moral, já que a Espanha, ao contrário das nações vencedoras da guerra, não tem justificativa para ser aceita no “concerto das nações livres”. Também critica o extremismo presente na política internacional, onde algumas nações tendem a adotar uma postura rígida contra o fascismo e o comunismo, sem uma verdadeira reflexão sobre as implicações morais dessas decisões. Por fim, lamenta que a comunidade internacional tenha escolhido dar legitimidade ao regime de Franco, ignorando as injustiças cometidas sob sua administração, o que, segundo ele, enfraquece a credibilidade da ONU e seu compromisso com os direitos humanos.