Resumo:
Aborda a figura de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Visconde do Rio Branco, um dos maiores estadistas do Brasil, responsável por importantes conquistas no país. Entre seus legados, destaca-se a Lei do Ventre Livre, que marcou um golpe significativo contra a escravidão, e a revogação da Lei Policial de 3 de dezembro de 1841, que gerou a Revolução Liberal de 1842. Quando a Lei do Ventre Livre foi aprovada, Rio Branco e seus aliados foram recebidos com uma chuva de flores, e o ministro dos Estados Unidos expressou sua admiração por uma lei que, em outros países, havia exigido muita luta e sangue. O gabinete de Rio Branco durou mais de quatro anos, mas seu governo sofreu um revés devido a um grave erro financeiro. Ele se envolveu em uma operação bancária malsucedida, que resultou em uma grande perda para o Tesouro Nacional. Apesar de sua boa fé, o escândalo abalou sua imagem e, pressionado pela oposição, Rio Branco se afastou do governo em 25 de junho de 1875, mesmo com a confiança do Imperador. Pilla compara o passado e o presente, destacando como os tempos mudaram. Hoje, os ministros utilizam os recursos públicos para beneficiar empresas duvidosas, sem enfrentar as consequências que Rio Branco enfrentou. A crítica sugere que, embora as pessoas e as instituições tenham mudado, os costumes também se transformaram, para pior.