Resumen:
Comenta sobre um erro cometido pelo ministro Correia e Castro ao escrever uma carta infeliz ao secretário do Itamaraty dos Estados Unidos, destacando as consequências desse erro para o ministro e sua relação com a autoridade do presidente da República. Reconhece que o presidente provavelmente estava ciente da carta, mas acredita que, dada a estrutura do regime presidencialista, a responsabilidade recai sobre o presidente, mesmo que o erro tenha sido cometido pelo ministro. A crítica é dirigida ao fato de que, no regime presidencialista, o presidente da República, como chefe do governo e do Estado, fica exposto aos erros de seus ministros, o que pode comprometer sua autoridade. Em contraste, observa como a situação seria diferente em um sistema parlamentarista. No parlamentarismo, a responsabilidade do governo recai inteiramente sobre o primeiro-ministro, e o presidente da República mantém sua autoridade intacta, não sendo afetado pelos erros do governo. A divisão de funções entre a chefia do Estado e a chefia do governo permite que um erro cometido por um governante não afete o prestígio do outro, mantendo a estabilidade da figura presidencial. Sugere que o modelo parlamentar é mais adequado para evitar que a autoridade do presidente seja comprometida pelas falhas de ministros.