Abstract:
Discute a fragilidade da democracia brasileira, comparando-a a uma planta que, antes vigorosa, se tornou débil e difícil de sustentar. Reflete sobre as explicações que atribuem essa fraqueza a fatores como o clima, a raça ou o ambiente físico, mas rejeita essas suposições. Argumenta que, historicamente, o Brasil sempre teve um forte sentimento democrático, desde a luta contra o poder absolutista de D. Pedro I até a Revolução Republicana de 1889. A declaração da maioridade de Pedro II e a proclamação da República são destacadas como momentos em que a democracia brasileira se consolidou. No entanto, ele critica a transição do parlamentarismo para o presidencialismo após a Proclamação da República, apontando que o parlamentarismo se adaptava bem ao Brasil, enquanto o presidencialismo, adotado de forma apressada, não conseguiu se estabelecer adequadamente. Sugere que o erro foi a substituição do modelo de governo, o que causou dificuldades para a democracia florescer plenamente. Conclui que a democracia brasileira, antes robusta, agora se encontra em um estado de fragilidade, sendo cultivada em uma "estufa", necessitando de cuidados excessivos para se manter.