Resumen:
Responde à crítica de Gilberto Freyre e Afonso Arinos à reforma parlamentarista, argumentando que ambos consideram a proposta uma "aventura perigosa" sem explicar adequadamente os motivos. Discorda veementemente, dizendo que a reforma, embora desafiadora, é uma forma de avanço, como outras grandes mudanças históricas no Brasil, como a Independência, a Abolição e a República, que também foram vistas como aventuras, mas que resultaram em importantes conquistas para a nação. Para ele, a verdadeira "aventura" seria a permanência do sistema atual, com um governo irresponsável e distante da vontade popular. Questiona se seria realmente arriscado substituir um governo sem responsabilidade por um sistema em que a responsabilidade é clara e efetiva, e se seria perigoso transformar uma "democracia de mentira" em uma mais verdadeira e participativa. Também defende que, ao contrário do presidencialismo, o parlamentarismo é um sistema que tem mostrado bons resultados ao redor do mundo, sendo uma escolha sólida para o Brasil. Acredita que a mudança traria mais estabilidade, participação cidadã e um governo mais responsável.