Resumen:
Analisa a crise política que surge a partir da dificuldade de manter o acordo entre os partidos no sistema presidencialista. Inicialmente, o acordo parecia viável, pois baseava-se em uma situação consolidada, mas ao ser exigido para lidar com o futuro e criar uma nova situação política duradoura, o acordo se torna instável. Argumenta que os maiores partidos não podem ceder facilmente o poder da presidência, já que isso implicaria renunciar ao controle do país e à sua própria sobrevivência política. No sistema presidencialista, o partido no governo tem um poder quase absoluto, enquanto os partidos fora dele são excluídos. Esse "tudo ou nada" dificulta a colaboração política entre diferentes partidos, essencial para a democracia. Sugere que, para evitar a perpetuação desse ciclo, é necessário adotar um sistema de governo coletivo e responsável, que possibilite a colaboração efetiva entre os partidos, sem concentrar todo o poder nas mãos de um só partido ou líder. A solução proposta é a emenda parlamentarista, que visa superar os problemas crônicos do sistema presidencialista e permitir uma governança mais equitativa e colaborativa. Chama a atenção dos políticos para a urgência de adotar mudanças antes que a crise se agrave.