Abstract:
Analisa um golpe de Estado ocorrido na Colômbia, comparando-o ao golpe de 1937 no Brasil, que instaurou a ditadura. O presidente colombiano, diante da oposição da maioria liberal no Congresso, optou por dissolver o Legislativo para garantir sua permanência no poder, o que, segundo Pilla, é uma prática lógica dentro do presidencialismo. Argumenta que o sistema presidencial não oferece mecanismos adequados para resolver os conflitos entre os poderes Executivo e Legislativo, o que frequentemente leva a golpes de Estado ou revoluções, como ocorre na América Latina. Contrasta essa situação com o sistema democrático representativo, no qual, em caso de grave divergência entre os poderes, cabe ao povo decidir. Essa lógica do parlamentarismo permite a resolução pacífica dos conflitos políticos, ao contrário do presidencialismo, que tende a exacerbar as tensões. Também menciona que, embora os Estados Unidos sigam um regime presidencialista, a cultura política e o forte instinto de liberdade da população têm evitado tais conflitos. No entanto, em países parlamentaristas, os golpes de Estado são mais raros e não inerentes ao sistema. A diferença entre os dois regimes está na origem dos problemas: no presidencialismo, o mal é estrutural; no parlamentarismo, decorre de causas externas.