Abstract:
Analisa a instabilidade política e as consequências do presidencialismo em alguns países da América Latina, com ênfase nos casos da Colômbia e do Panamá. Descreve como, na Colômbia, o presidente, sabendo da iminente derrota nas eleições, dissolve o Congresso, anula o Supremo Tribunal, e suprime garantias constitucionais, manipulando o ambiente político para convocar novas eleições. Isso, segundo ele, é uma estratégia do caudilhismo, que usa simulacros eleitorais para legitimar abusos de poder e despotismo. No caso do Panamá, destaca que foi a polícia quem depôs o presidente constitucional, o que evidencia a fragilidade do sistema político, que leva à intervenção militar ou policial. Argumenta que, onde não há um exército formal, a polícia acaba assumindo o papel de força armada, perpetuando regimes de caudilhos. Para ele, regimes de força terminam sempre nas mãos da polícia, e até mesmo em sistemas aparentemente constitucionais, o que demonstra a incapacidade do sistema político de operar sem a intervenção militar ou policial, prejudicando a cultura política e a estabilidade dos países.