Resumen:
Analisa a difícil situação política no Brasil, focando na sucessão presidencial. Aponta que a convergência entre as correntes políticas do centro e as populistas é improvável, o que gera um impasse na escolha do futuro presidente. No entanto, destaca que, independentemente das negociações entre as lideranças partidárias, a decisão final deve caber ao povo, como prevê a teoria democrática, por meio das eleições. Defende que, mesmo que o povo possa escolher mal, é fundamental que a escolha seja dele, pois é o maior interessado nas consequências da eleição. Para ele, o problema é que conceitos tão elementares da democracia parecem ser ignorados pelos políticos brasileiros. A situação se agrava quando ele sugere que a falta de entendimento entre os políticos pode ser resultado de interferências externas, referindo-se metaforicamente ao Olimpo e seus deuses, como Júpiter e Vulcano, que, segundo ele, agem nas sombras para influenciar a política do país. Conclui que, se há uma ameaça à democracia brasileira, ela só poderá ser afastada se os políticos se libertarem dessas pressões externas e tomarem decisões autênticas, em benefício do país.