Resumo:
Critica o preconceito e a resistência a ideias inovadoras, como o parlamentarismo, por parte de setores da sociedade, incluindo aqueles de reconhecida inteligência. Segundo ele, muitos rejeitam a ideia sem analisá-la profundamente, deixando-se levar por temores infundados de instabilidade, desordem e anarquia. Argumenta que o sistema parlamentar é amplamente adotado e bem-sucedido em diversas democracias, além de já ter sido praticado no Brasil durante o período imperial com resultados superiores ao presidencialismo. Compara a rejeição atual ao parlamentarismo à resistência enfrentada pela federação no Império. Apesar de ser uma necessidade evidente para manter a unidade nacional em um país vasto e diverso, a federação só foi implementada após a Proclamação da República. Destaca que esse tipo de resistência se baseia em análises superficiais e preconceituosas, como a crença de que descentralização resulta em desordem. Menciona Evaristo da Veiga, que inicialmente via a federação como uma ameaça à ordem, mas cuja visão foi desmentida pela história. Para Pilla, a adoção do parlamentarismo seria um avanço democrático, capaz de promover ordem sem sacrificar a liberdade, ao contrário do presidencialismo, que muitas vezes confunde ordem com servidão.