Abstract:
Aborda o impasse na sucessão presidencial, refletindo sobre a fragilidade do sistema político vigente no Brasil. Critica a busca por uma "solução pré-eleitoral", que tenta evitar o confronto direto nas urnas, revelando o temor generalizado de um pleito acirrado. Segundo ele, a situação é agravada pela incapacidade de partidos políticos, como o Partido Social Democrático (PSD), de se entenderem internamente, muito menos entre si. A única candidatura definida, a do Brigadeiro Eduardo Gomes pela União Democrática Nacional (UDN), delineou as posições de outros partidos, mas não trouxe harmonia. Prevê uma disputa acirrada, carregada de incertezas e receios, que poderia ser evitada com a reforma parlamentarista em debate na Câmara. Defende que essa mudança transformaria profundamente o cargo presidencial, reduzindo o poder centralizado e suavizando os conflitos eleitorais. No entanto reconhece o obstáculo principal: o interesse pelo poder presidencial. Muitos preferem manter o status quo, na esperança de conquistar essa posição de influência, mesmo que isso adie reformas urgentes. Alerta que insistir nesse sistema levará o país a uma disputa arriscada, reforçando a necessidade de mudanças estruturais antes que seja tarde demais.