Resumo:
Analisa o fracasso da candidatura de Nereu Ramos, ex-vice-presidente da República e ex-presidente do Partido Social Democrático. Embora sua candidatura parecesse a mais natural e sólida, foi derrotada pela oposição do presidente da República, que, no contexto do regime presidencialista, exerce enorme influência como o "grande eleitor". Destaca que, apesar do apoio da maioria de seu partido, a candidatura de Nereu Ramos não resistiu à força política do presidente, em parte porque ele representava um estado pequeno, sem o apoio de um grande eleitorado e recursos financeiros suficientes para enfrentar a disparidade com candidatos de estados mais poderosos. Compara a situação atual com o período imperial, onde as províncias pequenas, como Sergipe, podiam ascender a posições de destaque devido ao mérito de seus políticos, sem a desvantagem de estar à mercê de grandes estados. Argumenta que a federação e o presidencialismo contribuíram para a desigualdade política, pois o sistema presidencialista favorece os estados maiores, deixando os pequenos em desvantagem. Para superar essa disparidade, ele propõe o sistema parlamentar, onde o mérito seria mais valorizado do que a origem estadual, permitindo maior ascensão para políticos de estados menores.