Resumo:
Aborda a falta de espírito de justiça no Brasil, destacando que, infelizmente, ela é rara tanto entre os governantes quanto entre os cidadãos. Descreve como os governantes, sensíveis às demandas de seus aliados, ignoram os reclamos de justiça de pessoas desfavorecidas. Ilustra isso com exemplos concretos, como o caso de Osório Borba, que lutou em vão para obter reparação para um tenente falsamente acusado, preso e expulso, mas nunca reintegrado, apesar de sua absolvição. Outro exemplo mencionado é o de um guarda aduaneiro honesto, demitido injustamente durante a ditadura, que, mesmo após ser absolvido pela Justiça, continua esperando pela reparação do governo. Critica a indiferença dos poderosos diante das injustiças cometidas contra os mais humildes, apontando que, embora o presidente da República tenha o poder para corrigir tais erros, ele prefere não se envolver para evitar desavenças com os poderosos. Conclui com uma citação de Padre Antônio Vieira, enfatizando que a justiça deve ser priorizada para garantir paz, pois sem ela, não há verdadeira harmonia social.