Abstract:
Discute a responsabilidade do eleitor na escolha de seu candidato, enfatizando que o voto deve ser um ato consciente e não um instrumento de conveniência política. Ele argumenta que, apesar da ausência de partidos ideológicos sólidos, as candidaturas à presidência e aos governos estaduais possuem diferenças claras e bem definidas. Ele analisa quatro candidaturas presidenciais: João Mangabeira, Getúlio Vargas, Cristiano Machado e Eduardo Gomes. Mangabeira representa uma candidatura socialista, mas sua viabilidade eleitoral é limitada, pois a prioridade no Brasil ainda deve ser a democracia. Getúlio Vargas simboliza o queremismo e a tentativa de retorno à ditadura. Cristiano Machado representa a continuidade do governo Dutra, marcado por irresponsabilidade e corrupção. Já Eduardo Gomes se apresenta como a única opção genuinamente democrática, apoiado por um movimento popular e com uma trajetória política íntegra. Também destaca que as eleições estaduais refletem essa mesma divisão. Os candidatos a governador estão diretamente alinhados às candidaturas presidenciais, reforçando a necessidade de coerência eleitoral. Ele critica a superficialidade da política brasileira, onde alianças são feitas sem compromisso ideológico real, e defende que o eleitor deve buscar clareza e responsabilidade ao votar. Assim, conclui que, apesar da aparente confusão política, a escolha correta está ao alcance de qualquer eleitor comprometido com a democracia e a moralidade pública.