Resumen:
Critica a proposta do Governo do Estado de criar uma taxa de 10% sobre todos os impostos, exceto o de exportação, para financiar o plano de eletrificação. Aponta que essa medida será um peso excessivo para as classes produtoras, já sobrecarregadas com tributos. A única justificativa do Executivo é a alegação de que não há outra solução, argumento que Pilla refuta ao expor as falhas do sistema adotado. Lembra que, desde o início, especialistas alertaram que a economia brasileira não teria recursos próprios suficientes para um projeto dessa magnitude. Argumenta que o caminho correto seria buscar capital estrangeiro, como fizeram os Estados Unidos para impulsionar seu crescimento. No entanto, a resistência ao investimento externo foi fruto de um nacionalismo exacerbado, reforçado pelo Estado Novo, que priorizou a demagogia em vez da viabilidade econômica. Responsabiliza diretamente Walter Jobim, ex-secretário das Obras Públicas e atual governador, por ter subordinado um projeto essencial aos interesses da Ditadura. Destaca que a nova taxa, na verdade um imposto disfarçado, agora servirá para garantir um empréstimo externo, validando o argumento de que o financiamento internacional deveria ter sido adotado desde o início. Diante desse cenário, questiona se não seria hora de corrigir o rumo em vez de continuar penalizando a sociedade. Conclui que as classes produtoras deveriam resistir antes de aceitar mais um sacrifício.