Abstract:
Discute a importância de relembrar o 29 de outubro de 1945, apesar da eleição de Getúlio Vargas em 1950. Alguns jornais sugerem que a data não deve ser mais mencionada, já que a eleição de Vargas em 1950 teria "anulado" o golpe de 1945. No entanto, argumenta que um evento não apaga o outro, pois a ascensão legal de Vargas ao governo em 1950 é consequência direta do 29 de outubro, quando ele interrompeu o regime democrático de forma autoritária. Destaca que, antes de 1950, Vargas era um ditador, mas a sua eleição fez com que ele fosse legitimado como presidente. Por isso, o 29 de outubro não deve ser ignorado ou apagado da memória nacional. Ao contrário, deve ser lembrado como um "memento" — uma lição e uma advertência. Chama a atenção para a necessidade de vigilância contínua da Nação, das classes armadas e do próprio Vargas, para que os erros do passado não se repitam. Ele exorta a população a manter a memória do golpe de 1945 viva, pois, ao fazê-lo, estaria assegurando que os riscos do autoritarismo não se concretizem novamente. Termina enfatizando que o 29 de outubro é uma lição importante, que deve ser lembrada e exaltada, como um incitamento à responsabilidade política e à preservação das instituições democráticas.