Resumo:
Analisa a posição de um ministro de Estado, destacando como sua importância varia conforme o sistema político em que atua. Em regimes parlamentares, os ministros são verdadeiros governantes, exercendo poder baseado na confiança do parlamento e, por consequência, na vontade nacional. Já no presidencialismo, os ministros são meros servidores do chefe de Estado, submetidos a seus caprichos e com autonomia limitada. Ironiza a ideia de que ser ministro é uma grande honra, pois, no sistema presidencialista latino-americano, essa posição é altamente precária. O ministro não serve à nação, mas sim a um monarca transitório, e sua permanência no cargo depende de sua submissão pessoal ao presidente. Se este governante for um adepto do poder pessoal, inspirado nos ensinamentos de Maquiavel, então ser ministro significa sacrificar tudo, inclusive a dignidade, em nome de uma ambição vazia. Sugere que muitos políticos deveriam refletir antes de aceitar tais posições, pois acabam se tornando instrumentos de vaidade e autoritarismo, em vez de líderes comprometidos com o bem público. Assim, a diferença entre governar e servir se torna evidente: no parlamentarismo, o ministro tem poder real; no presidencialismo, ele não passa de um servidor do presidente.