Resumen:
Critica a postura do Brigadeiro ao não enviar um telegrama de congratulações a Getúlio Vargas pela sua vitória, algo que em um contexto democrático seria esperado como uma cortesia. Reconhece que, em tempos de fraude eleitoral, tal gesto não teria justificativa, mas na atualidade, com o voto sendo uma realidade, ele acredita que o gesto seria adequado. No entanto, defende que o Brigadeiro fez bem em abster-se, pois, ao saudar um adversário vitorioso nos Estados Unidos, subentende-se que a mudança de governo não afeta as bases do sistema político. No caso de Vargas, Pilla vê as bases da democracia representativa ameaçadas, uma vez que, em 1930 e 1937, o próprio Vargas foi responsável por destruir essas bases. Para Pilla, o Brigadeiro, como símbolo da democracia, não poderia, sob risco de contradição, felicitar Getúlio Vargas, pois ele representa a anti-democracia. O ato de congratulação implicaria reconhecer um sistema que destruiu os pilares do regime democrático, o que considera inaceitável, dado o contexto histórico da relação entre Vargas e a democracia brasileira. Assim, a posição do Brigadeiro é vista como coerente com a sua defesa do sistema democrático, que está ameaçado pela ascensão de Vargas.