Resumen:
Reflete sobre o impacto das eleições de 1945 e as falhas da legislação eleitoral brasileira. Ele aponta que, embora a Constituição de 1946 tenha buscado fortalecer os partidos nacionais, garantindo representação proporcional, a legislação eleitoral ainda contém sérios defeitos. O principal problema é a dificuldade em identificar a identidade do eleitor, que pode votar mais de uma vez devido à fraqueza na fiscalização dos títulos eleitorais. Além disso, a legislação permite o voto pessoal e disperso, o que enfraquece os partidos políticos e transforma a eleição em um processo em que o cidadão escolhe candidatos individualmente, sem compromisso com programas partidários. Critica a falta de uma verdadeira consciência partidária entre os eleitores, o que leva à escolha de candidatos e não de partidos. Argumenta que, para corrigir esse erro, seria necessário adotar um voto puramente partidário, onde o eleitor escolhe a legenda, e não um indivíduo de forma isolada. Ele defende que isso ajudaria a fortalecer os partidos, que são essenciais para a democracia, e evitaria o personalismo excessivo na política brasileira. Destaca a necessidade de uma reforma eleitoral que garanta uma representação verdadeira e que resolva os problemas de identificação do eleitor, para que o processo democrático seja mais transparente e eficaz.