Resumen:
A crítica é direcionada à inércia do governo federal em atender aos pedidos da Justiça Eleitoral, especialmente no caso do Estado de Alagoas, onde a presença da força federal era mais urgente devido à situação política local. Denuncia que, apesar das requisições feitas pelo Tribunal Eleitoral para garantir a liberdade do pleito, a resposta do governo foi lenta e incompleta. Em particular, certos municípios de Alagoas não receberam as forças solicitadas, o que resultou em ocorrências graves. Sugere que o governo federal agiu deliberadamente para retardar o envio das forças, o que levou à intimidação do eleitorado independente, que, temendo represálias, se absteve de votar. Também questiona o papel do gabinete do Presidente da República, que, ao intervir nas requisições, transferiu a responsabilidade para o Executivo, quando, na prática, o Ministério da Guerra deveria ser o responsável imediato por atender às solicitações da Justiça Eleitoral. Compara a demora do envio das forças para Alagoas com a rápida mobilização de recursos no Distrito Federal, onde a presença de forças de segurança foi ostensiva, embora não houvesse necessidade de garantir as eleições na capital. Conclui que o governo federal, ao agir de forma tardia e ineficaz em Alagoas, comprometeu a integridade do pleito naquele Estado.