Abstract:
Analisa a eleição recente, destacando que, em sua maior parte, o processo transcorreu de forma tranquila em todo o País, com a exceção de Alagoas e outros incidentes menores. Ele reconhece as falhas do Código Eleitoral, mas afirma que, mesmo assim, ele possibilitou ao povo brasileiro a livre manifestação de vontade. As práticas antigas de fraudes eleitorais, como as atas falsas e os eleitores de cabresto, desapareceram, e os candidatos oficiais, em sua maioria, foram derrotados. Vê isso como um progresso significativo. No entanto, coloca em dúvida se o instrumento eleitoral está sendo usado corretamente, questionando se, com o tempo, o povo aprenderá a usá-lo de maneira eficaz. Alerta para o risco de que, apesar de um processo eleitoral aparentemente mais justo, o sistema democrático possa ser destruído. Sugere que a perfeição do mecanismo eleitoral pode levar à ruína da democracia, caso o povo não aprenda a utilizá-lo corretamente. Termina com uma reflexão sobre o futuro da democracia no País, levantando a questão de quantos partidos realmente têm um compromisso democrático, o que ele considera uma dúvida central.