Resumen:
Discute a questão da apuração eleitoral, destacando a importância da verdade no processo, acima da celeridade. Embora a rapidez seja desejável, a precisão e a honestidade dos resultados são fundamentais. Ele defende que apurações demoradas, porém exatas, são mais valiosas do que aquelas rápidas, mas com potencial de falsificação. A inovação do Código Assis Brasil transferiu a contagem das cédulas das mesas receptoras para as Juntas Eleitorais, onde há maior isenção e segurança. Isso, no entanto, gera demora no processo, pois cada Junta deve apurar uma grande quantidade de urnas. Questiona se a apuração seria tão confiável nas mesas receptoras, onde a pressão e o ambiente favorável aos poderosos locais poderiam influenciar nos resultados, como visto em casos como os de Alagoas, Pará e Maranhão. Ele salienta que, apesar da demora, o atual processo de apuração oferece mais garantias contra fraudes e falsificações, que seriam mais fáceis de ocorrer em um sistema mais rápido, mas vulnerável. Embora a apuração atual seja lenta, acredita que é possível racionalizar e, eventualmente, mecanizar o trabalho das Juntas Eleitorais, citando a experiência positiva da Junta de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, que conseguiu realizar uma apuração rápida e precisa. Conclui que o lema deve ser: apurar o mais depressa possível, mas, acima de tudo, com segurança.