Resumo:
Examina as dificuldades enfrentadas pelo governo de Getúlio Vargas, destacando que, apesar de prometer muito, sua administração tem limites, particularmente devido a suas tendências autoritárias disfarçadas de democracia. Foca em um exemplo relevante: a postura do governo brasileiro diante da repressão à liberdade de imprensa na Argentina, orquestrada pelo regime de Juan Domingo Perón. Defende que, como uma nação democrática e membro de organizações internacionais que prezam a liberdade, o Brasil deveria adotar uma posição firme de condenação contra o abuso de poder na Argentina. No entanto, observa que, apesar das expectativas, a postura do ministro das Relações Exteriores, João Neves, foi vacilante, o que evidencia a falta de clareza na política externa do Brasil. A crítica se estende ao fato de que, embora o Brasil tenha se beneficiado do processo democrático, o governo atual não é genuinamente democrático em sua essência, mas sim autoritário, e isso reflete uma afinidade política entre Vargas e Perón. A preocupação é de que o governo brasileiro, em vez de defender a liberdade e os princípios democráticos, possa se alinhar politicamente com o regime peronista, comprometendo a política internacional do país. Ao final, expressa seu desejo de que o Brasil recupere sua tradicional postura de defesa da liberdade e se distancie das tendências autoritárias que agora o influenciam.