Resumen:
Critica a trajetória política de Getúlio Vargas, considerando-o um grande demagogo desde sua ascensão ao poder em 1930. Inicialmente, Vargas era visto como um político calmo e disciplinado, membro do Partido Republicano Rio-grandense, e resistia a se engajar em discursos públicos, até mesmo durante sua candidatura na Aliança Liberal. No entanto, ao ser levado ao poder, seu caráter mudou radicalmente, passando a focar em consolidar seu poder pessoal, muitas vezes ignorando compromissos políticos anteriores. A Legislação do Trabalho, inicialmente tratada com indiferença por Vargas, se tornou um instrumento chave para sua ascensão, pois lhe permitiu conquistar a confiança das classes populares, principalmente da classe trabalhadora, ao mesmo tempo em que contrariava os interesses dos poderosos. Vargas, antes avesso à demagogia, se transformou em um líder que manipulava as massas em benefício de sua própria autoridade. Teme que, com o exercício do poder de forma autoritária, o presidente tenha incitado a desordem e a insatisfação popular, ao invés de resolver as questões fundamentais do país. Pilla argumenta que, embora Vargas tenha sido bem-sucedido em consolidar seu poder, sua retórica populista, que apela à plebe, representa um risco significativo para a estabilidade nacional, alertando para a possibilidade de uma reação contra seu governo.