Resumo:
Raul Pilla, presidente do Partido Libertador, discute a regulamentação do jogo no Brasil, abordando principalmente a loteria e o jogo do bicho. Ele faz uma distinção entre diferentes tipos de jogos, como a loteria, que considera admissível e até desejável quando regulada pelo Estado. Para ele, a loteria atende à necessidade humana de tentar a sorte e, se seus lucros forem destinados ao Estado, pode ser vista como um imposto voluntário. No entanto, ele se desiludiu com a distorção de sua proposta anterior, que visava direcionar os lucros para a assistência social. Quanto ao jogo do bicho, Pilla é favorável à regulamentação, considerando-o profundamente enraizado na sociedade brasileira e particularmente relevante para as classes mais pobres. Compara o jogo do bicho a sistemas semelhantes em outros países, como no Uruguai e na Itália, onde a exploração desses jogos é em benefício da coletividade. Rejeita a ideia de equiparar o jogo do bicho aos outros jogos de azar, que considera destrutivos para os indivíduos. Para ele, a tolerância com o jogo é uma falácia, e a repressão vigorosa seria mais eficaz, apesar da resistência à erradicação do jogo, que ele considera um mal incorrigível. Acredita que a regulamentação do jogo é um erro e defende o combate contínuo a essa prática, afirmando que sua ascensão no Brasil só ocorreu após a ascensão de Getúlio Vargas à presidência, quando as portas do jogo foram abertas para todo o país.