Abstract:
Reflete sobre a figura de José Gomes Pinheiro Machado, em razão de seu centenário. Ele começa criticando a excessiva realização de homenagens no Congresso Nacional, que, segundo ele, não deveria ser um espaço para comemorações históricas ou literárias. No entanto, reconhece que Pinheiro Machado, por ter exercido grande influência na política brasileira, merece ser lembrado. Esclarece que Pinheiro Machado não foi um estadista, mas sim um grande político na acepção popular do termo, sendo, na verdade, um caudilho. Destaca que, apesar de não ter ocupado cargos executivos, Pinheiro Machado exerceu enorme poder no Senado, chegando a se sobrepor à presidência da República em determinados momentos, o que lhe conferiu uma aparência de força democrática. O deputado também observa que, como caudilho, Pinheiro Machado apresentou contradições, podendo ser visto como uma força tanto democrática quanto autoritária. Além disso, ressalta que, apesar de sua cultura limitada, Pinheiro Machado conseguiu exercer grande influência sobre figuras como Ruy Barbosa, que o apoiaram. Conclui que o caudilho gaúcho foi uma figura singular, forjada nas guerras civis do Rio Grande, e que, embora tenha exercido grande poder, foi vítima da reação política que ele mesmo gerou.