Resumen:
Comenta a crítica de Pedro Dantas, um fervoroso defensor do presidencialismo, à afirmação de Aliomar Baleeiro sobre o papel do Poder Executivo na formação da República. Dantas argumenta que o Executivo tem exercido suas funções de forma consistente, enquanto o Legislativo e o Judiciário falharam ao não conter excessos do Executivo. Segundo Dantas, o Executivo apenas ocupa o vácuo deixado por essas duas instituições, que não cumprem suas funções constitucionais. Pilla, no entanto, discorda dessa interpretação, argumentando que a análise de Dantas é limitada à visão do Direito Constitucional, que trata as instituições políticas de forma isolada, como se fossem partes de um sistema jurídico privado. Defende uma abordagem funcional, onde a atuação de uma parte depende da interação com as outras, e não da simples atribuição de funções. Sugere que a independência e a irresponsabilidade política do Executivo, conferidas pela Constituição, são as causas da fraqueza do Legislativo e do Judiciário, que não conseguem refrear os excessos do Executivo. Critica a visão presidencialista que ignora a dinâmica entre os poderes e destaca que, na prática, os excessos do Executivo são evidentes, como no desrespeito a sentenças judiciais e à violação de leis, problemas que não podem ser atribuídos exclusivamente ao Congresso ou aos tribunais. Conclui que os fatos demonstram a falha do sistema presidencialista em equilibrar os poderes.