Abstract:
Responde a uma carta aberta de Antônio José Fonseca, funcionário público, que expressou sua consternação com um artigo anterior do autor sobre as gratificações adicionais. Fonseca critica a desigualdade entre funcionários civis e militares e acusa deputados de descumprirem promessas eleitorais para obter votos. Esclarece sua posição, afirmando que não defende a universalização das gratificações, mas sim sua supressão, para garantir igualdade entre os servidores. Ele também observa que não participou da votação do Código de Vencimentos dos Militares, pois não estava no Rio de Janeiro na ocasião. Quanto às acusações sobre deputados que enganaram os eleitores, Pilla ressalta que nunca fez promessas eleitoreiras para captar votos. Afirma que recebeu apoio de cidadãos-funcionários, ou seja, eleitores que votaram não por interesse corporativo, mas por simpatia com seu partido e seus ideais. Por fim, ele revela ser professor universitário e, portanto, também um funcionário público. No entanto, destaca que já se opôs a um projeto que beneficiaria sua própria categoria, pois aprendeu a distinguir o interesse público do privado. Para ele, o mandato político exige responsabilidade acima de interesses individuais, uma lição que, segundo Pilla, nem todos compreendem.