Resumo:
Comenta sobre as comemorações dos dois Cinco de Julho na Câmara, destacando a reflexão do deputado Alcides Carneiro, que ressaltou o ideal democrático presente nas revoluções de 1930 e 1932. Concorda com Carneiro ao afirmar que essas revoluções, embora significativas, foram apenas um início de democratização no Brasil, não alcançando, porém, uma plena realização da democracia. Ele destaca que, apesar dos protestos contra o despotismo republicano, o Brasil ainda não alcançou a verdadeira democracia, que deveria ter sido consolidada com a substituição do regime constitucional que permitiu o despotismo presidencial. Também critica o fato de que, embora o voto secreto tenha sido restabelecido, ele não é suficiente para garantir uma verdadeira democracia, pois o voto, por si só, não assegura a liberdade política. Reforça que alguns dos piores despotismos na história contaram com o apoio popular através das urnas. Finaliza afirmando que, apesar do Cinco de Julho ser a data do ideal democrático, o processo de democratização ainda não se completou. Para que este ideal se realize, defende que é necessário promover reformas institucionais que, de fato, limitem o despotismo presidencial, uma herança que persiste no país até hoje, agora com uma base eleitoral.