Resumen:
Critica a proposta do presidente Getúlio Vargas de atribuir a um júri popular o julgamento dos crimes contra a economia popular. Observa que, ao invés de justiça feita violentamente ou revolucionariamente, a proposta busca um julgamento dentro da lei, mas com um corpo de jurados escolhido pelos próprios cidadãos, em vez de ser selecionado pelo juiz. Ele vê essa ideia como uma distorção da verdadeira instituição do júri, que é uma conquista democrática. O júri original tinha como objetivo transferir a decisão dos reis e da nobreza para o povo, permitindo que os acusados fossem julgados por seus concidadãos, mais aptos a considerar os fatores sociais. Argumenta que, ao invés de promover uma justiça melhor e mais humana, a proposta busca criar uma justiça facciosa e apressada, em que os varejistas, os últimos elos de uma longa cadeia econômica, seriam entregues à cólera popular devido ao aumento dos custos de subsistência, sem considerar as causas profundas do problema. Essa justiça cega, segundo ele, não resolveria o problema econômico; ao contrário, agravaria a situação, prejudicando a circulação de bens e a produção, sem abordar os verdadeiros problemas que afetam a economia. Critica o país, dizendo que, despreparado para a democracia, cede facilmente à demagogia, o que compromete a busca por soluções verdadeiras e justas.