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Microscópio: Bois no Matadouro (1951-03-28)

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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-07T12:24:15Z
dc.date.available 2025-02-07T12:24:15Z
dc.date.issued 1951-03-28
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/6898
dc.description.abstract Comenta o decreto recente de Getúlio Vargas sobre a radiodifusão, considerando-o constitucional, mas destacando seus efeitos autoritários. O decreto confere ao presidente da República o controle absoluto sobre o setor de rádio, estabelecendo uma verdadeira ditadura presidencial na comunicação. O mais surpreendente, segundo Pilla, é a submissão dos principais afetados, como rádios e jornais, que, em vez de se oporem ao decreto, demonstram conformidade ou até aprovação. A imprensa e as estações de rádio, que deveriam ser defensoras da liberdade, silenciam diante da ameaça, na esperança de escapar da repressão por meio da obediência. Observa que, apesar de o regime parecer constitucional à primeira vista, com a funcionalidade dos três poderes, ele denuncia a realidade por trás das aparências: a ditadura de Vargas retornou, e, embora formalmente o país seja uma república, os poderes estão subjugados à sua vontade. Ele reconhece que as tendências autoritárias de Vargas, no entanto, são também facilitadas pelo sistema político, que favorece esse tipo de concentração de poder. Para Pilla, a conformidade generalizada e o medo com que a sociedade reage indicam que, mesmo em uma democracia formal, o país está sob o domínio de um governo autoritário. pt_BR
dc.subject Decreto; Radiodifusão; Ditadura presidencial; Conformidade; Sistema político; Liberdade de imprensa pt_BR
dc.title Microscópio: Bois no Matadouro (1951-03-28) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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