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Microscópio: Regime de Irresponsabilidade (1951-08-23)

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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-07T13:20:40Z
dc.date.available 2025-02-07T13:20:40Z
dc.date.issued 1951-08-23
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/6913
dc.description.abstract A crítica se concentra na irresponsabilidade administrativa que permeia a administração pública brasileira. O procurador Cunha Melo apresenta um quadro alarmante de corrupção e má gestão, observando que os escândalos e as irregularidades se tornam cada vez mais comuns, mas, com o tempo, são gradualmente esquecidos. As diligências e investigações sobre esses casos nunca se concretizam, e a responsabilidade dos gestores públicos se dissolve à medida que novos escândalos surgem, tornando o processo de apuração uma constante protelação. A irresponsabilidade administrativa é caracterizada por uma falta de comprometimento com o bem público, onde as contas do governo são tratadas como se a coisa pública fosse algo sem dono ou responsabilidade. Essa irresponsabilidade se origina, segundo Pilla, de uma irresponsabilidade política mais profunda, vinculada ao regime presidencialista. Como os maiores escândalos não afetam o governo, que permanece estável e imune, o interesse em coibi-los ou investigá-los é praticamente inexistente. A irresponsabilidade política se espalha, influenciando todos os níveis da administração pública, e a falta de consequências para os responsáveis cria um ciclo vicioso onde a corrupção e a má gestão são toleradas e, muitas vezes, até naturalizadas. pt_BR
dc.subject Cunha Melo; Irresponsabilidade Administrativa; Escândalos; Irregularidades; Diligências; Investigações; Apuração pt_BR
dc.title Microscópio: Regime de Irresponsabilidade (1951-08-23) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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