Resumen:
Aborda a flexibilidade e a legitimidade do sistema parlamentarista, com um exemplo concreto do governo britânico. Ele observa que, legalmente, o gabinete britânico não seria obrigado a convocar eleições gerais, pois o Parlamento ainda tinha tempo de mandato. Contudo, o governo decide aceitar o desafio de Churchill e convocar o pleito, apesar de uma maioria reduzida na Câmara dos Comuns. Destaca que, no sistema parlamentarista, essa ação é comum, diferentemente do que ocorre em sistemas presidencialistas, onde um governo raramente se dispôs a "ir em busca da morte". Reflete sobre a natureza especial do caráter político britânico, mas também aponta que muitos dos defeitos que os britânicos consideram inferiores estão presentes em outros povos. A principal virtude do sistema parlamentarista, segundo Pilla, é que ele garante que o governo só se mantém legítimo enquanto goza do apoio ou consentimento da maioria. Quando esse apoio desaparece, o governo cai sem que o partido perca a chance de retornar ao poder em uma futura eleição. A flexibilidade do sistema permite que a democracia se renove constantemente, baseando-se na confiança da opinião pública. Usa o exemplo britânico para ilustrar a eficácia do sistema parlamentar, que mantém um governo responsivo às demandas do eleitorado e à mudança das circunstâncias políticas.