Resumen:
Comenta sobre a recente fala de Getúlio Vargas, que surpreendeu a todos, especialmente após a expectativa gerada pelos discursos anteriores. Ao contrário do que se esperava, Vargas adotou um tom mais moderado, evitando temas como a reforma constitucional e o ataque às propostas de Danton Coelho. Ele se limitou a explicar o atraso na realização de suas promessas e a sugerir que o Brasil estaria mais promissor no próximo ano de 1952. Analisa a mudança de tom e atribui a mudança a uma causa mais concreta: uma reunião secreta entre o ministro do Trabalho e o ministro da Guerra, na qual o ministro da Guerra teria alertado Vargas sobre a possibilidade de resistência das Forças Armadas a qualquer tentativa de subverter a Constituição, especialmente com a organização de milícias populares que apoiariam Vargas. Isso teria levado o presidente a abandonar a postura ofensiva e adotar uma postura mais defensiva. Além disso, sugere que Vargas estaria preparando o Congresso Nacional como um bode expiatório, caso sua política falhasse. Com uma grande maioria no Congresso, isso poderia ser uma tentativa de transferir a culpa pela falha de sua administração. Alerta para os perigos de ceder a pressões políticas, fazendo referência ao período de 1937, quando o Congresso se submete às imposições de Vargas, pensando que estaria preservando as instituições, mas com consequências negativas para a democracia.