Abstract:
Analisa a relação entre a rádio e a imprensa, destacando as semelhanças e diferenças entre esses dois meios de comunicação. Ambos são potentes instrumentos de difusão de pensamento, mas a principal distinção está no aspecto técnico: enquanto o número de jornais é indefinido e a circulação de um não impede a de outro, as estações de rádio têm um número limitado, já que a frequência de uma estação interfere com a de outra. Isso exige uma intervenção estatal na radiodifusão e na radiocomunicação, já que a utilização de determinadas frequências é um privilégio regulado pelo Estado. Também observa que, embora a função educativa do rádio seja semelhante à da imprensa, a regulamentação do rádio pela intervenção estatal se justifica devido a questões técnicas, como a fugacidade das emissões. Isso torna a censura aceitável no caso da rádio, mas não para a imprensa, onde as responsabilidades podem ser mais facilmente apuradas. Também traça um paralelo com o cinema, sugerindo que a censura aplicada à radiodifusão é necessária devido à natureza efêmera de suas transmissões, ao contrário do que acontece com a imprensa, que exige um tratamento distinto. Por fim, reafirma que tanto a imprensa quanto o rádio exigem liberdade, embora o Estado tenha uma função regulatória no segundo, devido a suas características técnicas específicas.