Resumo:
Aborda a importância essencial da liberdade para o exercício do jornalismo. Defende que sem liberdade de expressão, não pode haver jornalismo, que é caracterizado pelo debate, pela divergência e pela crítica. Critica a atitude de um sindicato de jornalistas, que, ao expulsar um dos seus membros, Danton Jobim, por criticar um projeto de lei, demonstra uma postura contraditória em relação à liberdade profissional. Jobim havia se oposto a um projeto de lei que, segundo ele, tinha características inconstitucionais e que, ao intervir na economia das empresas jornalísticas, oferecia vantagens ilusórias aos jornalistas, sem realmente beneficiar a classe. Questiona como um jornalista poderia ser punido por exercer a crítica a um projeto de lei que afeta diretamente os jornais e os jornalistas. Conclui que, ao renegar a liberdade de crítica e de opinião, os próprios jornalistas estariam contribuindo para a ascensão de um regime totalitário, onde a independência e a liberdade de expressão são ameaçadas. Para Pilla, é justamente quando assuntos de grande importância, como projetos de lei que afetam a profissão, surgem, que a crítica se torna um dever, e não um privilégio.