Resumen:
Critica a inclusão da Espanha franquista no sistema de defesa do Mundo Ocidental, considerando-a um erro moral e político. A Espanha, sob Franco, apoiou as forças fascistas durante a Segunda Guerra Mundial e adotou uma postura neutra apenas quando percebeu a derrota iminente. Após a vitória das democracias, com o auxílio da Rússia, a esperança era de que o mundo se livrasse não apenas do fascismo, mas também do regime espanhol. No entanto, devido à pressão dos aliados, especialmente os Estados Unidos, Franco foi mantido no poder, enquanto os democratas espanhóis foram perseguidos, exilados, ou mortos. Questiona a justificativa de que a presença de Franco na Espanha foi necessária para manter uma "fortaleza anti-comunista", observando que, embora a política dos aliados tenha preservado a posição anti-comunista, também manteve a natureza fascista do regime. Ele sugere que uma democratização da Espanha teria sido igualmente eficaz na luta contra o comunismo, sem os custos morais do apoio a um regime autoritário. O maior mal, segundo ele, é de ordem moral: a atitude das potências ocidentais lança dúvidas sobre a sinceridade de seu compromisso com os ideais democráticos, visto que apoiaram um regime que contrariava esses próprios ideais. Em vez de fortalecer a democracia, essa política enfraquece a confiança nos valores que supostamente defendem.