Resumo:
Aborda a complexa crise política na França, que está profundamente ligada à crise moral que afeta a sociedade. Ele explica que o cenário político francês é marcado pela presença de dois partidos extremistas: o comunista, que busca a subversão social, e o fascista, que visa a subversão política. Ambos, apesar de suas diferenças, têm em comum o objetivo de criar obstáculos para o funcionamento normal do regime. Além disso, o partido socialista, embora numeroso, frequentemente se vê em uma posição de recuo devido a questões doutrinárias e eleitorais, o que torna a situação ainda mais delicada. Observa que as dificuldades políticas na França não resultam do sistema parlamentar em si, mas das condições políticas e sociais do país. Ele defende que, apesar das crises ministeriais, a flexibilidade do sistema parlamentar francês tem impedido o colapso da liberdade e garantido um ambiente de responsabilidade política. Cada crise gerada, embora desafiadora, atua como um mecanismo de controle, forçando as forças políticas a resolverem as divergências e não recorrerem à violência ou ao golpe de Estado. A conclusão é que o sistema parlamentar francês, apesar de suas dificuldades, funciona admiravelmente bem ao permitir a resolução dos conflitos de forma democrática. O grande perigo, segundo Pilla, reside na tentativa de substituir esse sistema por regimes autoritários ou de força, que comprometem as liberdades fundamentais.