Resumen:
Critica a atitude do presidente Getúlio Vargas em relação ao Congresso, destacando o gesto do presidente de enviar uma mensagem cortês ao Legislativo e descer de Petrópolis para receber os congressistas no Catete. Embora isso tenha sido considerado um ato de simpatia e de aproximação, Pilla observa que o evento não teve o impacto esperado, pois nem todos os líderes compareceram. Entre os ausentes estava o líder da UDN, que justificou sua ausência sem se submeter à pressão do Executivo. Sugere que o Congresso, como instituição, não deveria se submeter a esse tipo de cerimônia, e que a verdadeira demonstração de respeito entre os dois poderes deveria partir do presidente da República. Em vez de esperar que os congressistas se deslocassem até o Palácio do Catete, argumenta que Vargas deveria ter comparecido à casa do Congresso para ler pessoalmente sua mensagem, como é comum em algumas democracias, como nos Estados Unidos. Para Pilla, esse gesto teria restabelecido a normalidade das relações entre o Executivo e o Legislativo e atenuado as tensões entre as duas esferas de poder. Enfatiza a necessidade de respeito institucional e a importância de um tratamento equilibrado entre os poderes.