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Os Últimos a Perceber (1952-03-24)

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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-10T13:15:12Z
dc.date.available 2025-02-10T13:15:12Z
dc.date.issued 1952-03-24
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/6972
dc.description.abstract Analisa a reação do produtor paulista à elevação do preço do açúcar determinada pelo Instituto correspondente. A princípio, parece contraditório que o produtor, que já tinha lucro com o preço antigo, se opusesse ao aumento, uma vez que o lucro maior seria esperado. Contudo, esclarece que a razão não reside em um egoísmo mesquinho, mas em uma preocupação legítima com a estabilidade econômica. A elevação artificial do preço do açúcar poderia gerar uma superprodução que, embora benéfica a princípio para os produtores de açúcar, causaria sérios danos à economia, prejudicando outras indústrias e lavouras como a de café e algodão, que perderiam trabalhadores e terras para a cana-de-açúcar. O deputado Herbert Levy, citado por Pilla, argumenta que o aumento dos lucros na indústria açucareira paulista, se sustentado, levaria à destruição da indústria canavieira nordestina, mas também à desestabilização de toda a economia paulista. O que o produtor paulista defende é um equilíbrio, onde o lucro deve ser sustentável e a valorização do açúcar não deve ser excessiva, para evitar a sobrecarga do setor e a crise subsequente. Conclui que, embora o lucro seja a base do capitalismo, é necessário que ele seja equilibrado e não artificialmente inflacionado, para garantir a saúde a longo prazo da economia e evitar efeitos negativos inesperados. pt_BR
dc.subject Preço do açúcar; Lucro; Superprodução; Economia paulista; Equilíbrio econômico pt_BR
dc.title Os Últimos a Perceber (1952-03-24) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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