Resumen:
Debate a proposta de um censo eleitoral diferenciado para distintos níveis de eleição, inspirado no modelo belga. Embora reconheça sua engenhosidade, ele rejeita a ideia por considerar falho qualquer critério de seleção dos eleitores com base em aspectos externos, como renda ou grau de instrução. O critério econômico, segundo ele, não reflete a capacidade cívica, pois há ricos desinteressados da vida política e pobres altamente conscientes do dever democrático. Já o critério educacional também se revela insuficiente, pois a instrução formal não garante consciência cívica. Menciona que, no Rio Grande do Sul, viu peões analfabetos mais politicamente lúcidos e honestos do que muitos doutores que apenas buscam vantagens pessoais na política. Dessa forma, ele defende que o sufrágio universal, com a única restrição aos analfabetos, é a melhor solução. No entanto, reconhece a necessidade de educação cívica para aprimorar a qualidade do eleitorado. Essa educação, porém, não advém da riqueza nem da instrução formal, mas da própria prática política. Finaliza relacionando a questão ao sistema político, argumentando que o regime parlamentar fortalece a educação política do povo, enquanto o presidencialismo mantém a cidadania em um estado de passividade. Contudo, ele sugere que essa discussão exigiria um aprofundamento maior.