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Microscópio: Censo Alto e Capacidade Cívica (1952-05-25)

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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-13T16:10:42Z
dc.date.available 2025-02-13T16:10:42Z
dc.date.issued 1952-05-25
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/7003
dc.description.abstract Debate a proposta de um censo eleitoral diferenciado para distintos níveis de eleição, inspirado no modelo belga. Embora reconheça sua engenhosidade, ele rejeita a ideia por considerar falho qualquer critério de seleção dos eleitores com base em aspectos externos, como renda ou grau de instrução. O critério econômico, segundo ele, não reflete a capacidade cívica, pois há ricos desinteressados da vida política e pobres altamente conscientes do dever democrático. Já o critério educacional também se revela insuficiente, pois a instrução formal não garante consciência cívica. Menciona que, no Rio Grande do Sul, viu peões analfabetos mais politicamente lúcidos e honestos do que muitos doutores que apenas buscam vantagens pessoais na política. Dessa forma, ele defende que o sufrágio universal, com a única restrição aos analfabetos, é a melhor solução. No entanto, reconhece a necessidade de educação cívica para aprimorar a qualidade do eleitorado. Essa educação, porém, não advém da riqueza nem da instrução formal, mas da própria prática política. Finaliza relacionando a questão ao sistema político, argumentando que o regime parlamentar fortalece a educação política do povo, enquanto o presidencialismo mantém a cidadania em um estado de passividade. Contudo, ele sugere que essa discussão exigiria um aprofundamento maior. pt_BR
dc.subject Censo Eleitoral; Sufrágio Universal; Capacidade Cívica; Educação Política; Renda; Instrução; Democracia; Regime Parlamentar pt_BR
dc.title Microscópio: Censo Alto e Capacidade Cívica (1952-05-25) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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