Resumo:
Critica a tentativa de Getúlio Vargas de reforçar seu poder através da manipulação dos sindicatos e da classe trabalhadora. Segundo Pilla, Vargas, embora eleito sob o atual regime constitucional, busca subverter a ordem democrática sempre que possível. Aponta como exemplo a nomeação de um ex-chauffeur para presidir o IAPETC, apresentada como um gesto de inclusão dos trabalhadores no governo. No entanto, revela que o nomeado não era mais um motorista, mas sim um cabo eleitoral vinculado ao grupo político de Vargas. Além disso, destaca que a administração de uma entidade tão complexa exige competência técnica e confiança dos associados, e não apenas um critério de origem social. Argumenta que Vargas não está interessado na eficiência da administração pública, mas sim em desgastar os fundamentos morais e constitucionais do regime. O objetivo, segundo ele, é politizar compulsoriamente os sindicatos e usá-los para implantar um regime corporativo, onde Vargas poderia consolidar seu domínio pessoal. Reforça que a Constituição define claramente os poderes do Estado e o papel estritamente profissional e não político dos sindicatos. Portanto, a tentativa de Vargas de transformá-los em agentes políticos representa uma ação inconstitucional e revolucionária. Conclui que a população já não se impressiona com as manobras do presidente, evidenciado pelo desinteresse e vaias recebidas durante seu discurso de 1º de Maio.