Resumen:
Critica a maneira como a Câmara dos Deputados lidou com o incidente entre seu primeiro secretário e um jornalista, argumentando que a questão foi desviada para o campo jurídico e penal, quando, na verdade, se tratava de um problema institucional ligado ao funcionamento da Câmara. Ele reconhece que há jornais que, em vez de argumentar, recorrem à injúria e à calúnia, não apenas por ser mais fácil, mas também por atender ao gosto de uma parcela do público. No caso específico do incidente na Câmara, Pilla afirma que os ataques ao primeiro secretário foram tão ofensivos que, ao ler os artigos do jornalista, os deputados se solidarizaram com o colega ultrajado. Enfatiza que essa prática prejudica a democracia brasileira, pois substitui a crítica construtiva pela difamação. Ele sugere que a Associação Brasileira de Imprensa e outras entidades regionais deveriam atuar para coibir esses abusos, seja por meio de um código de ética jornalística, seja pela aplicação efetiva de normas já existentes. Por outro lado, também critica os homens públicos, que raramente recorrem à justiça quando são difamados, permitindo que certos jornais ajam impunemente. Essa omissão, segundo ele, prejudica tanto os inocentes quanto os culpados, pois coloca todos na mesma suspeita categoria. Apesar dos desafios do processo judicial, ele defende que essa é a única forma razoável de preservar a honra dos políticos sérios.